Foi Bonita a Festa




Ricardo Leite



Estudou cine-vídeo e teatro na Escola Superior Artística do Porto entre 1998 e 2002.

Organizou e participou desde 1999 em varias Mostras e Exposições de Cinema, tendo participado em eventos na Europa, Marrocos, Brasil e Cabo-Verde. Colaborou e trabalhou com instituições como o Cineclube do Porto, Cineclube Amazonas Douro e a Associação de Iniciativas Culturais e Artísticas, no Porto, (AICART).

Foi um dos sócios fundadores do projecto Átomo47, o único laboratório de cinema independente do país, inaugurado em 2007.
Tendo trabalhado, desde 2002, maioritariamente no género experimental e em película, voltou ao género documental com o longa-metragem em vídeo “Mazagão, a água que volta”, em 2011, apoiado pelo ICA e pela RTP. É também director de fotografia em projectos filmados em película (maioritariamente 16mm). Foi selecionado para a participação na 6a edição da Berlinale Talent Campus, no Festival de Berlim, pelo seu trabalho desenvolvido na área do cinema experimental em película.

É monitor de estágio de alunos de Escolas de Artes, como a “École Supérieure des Beaux-Arts Angers Le Mans” em Tours, França (em projeto Erasmus), no IPCI - Porto ou na Escola Superior Artística do Porto. Presentemente é doutorando no curso de Educação Artística da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto com a tese “processos biodegradáveis em película de fotografia e cinema”, tendo como coorientador o renomado químico e físico Scott Williams, o inventor do revelador de café “caffenol”.

Em 2016 realizou uma residência na mais conceituada instituição dedicada ao cinema experimental, no LIFT - Liaison of Independent Filmmakers of Toronto, no Canadá, onde realizou um filme e deu uma oficina dedicada aos processos alternativos em película cinematográfica. Faz parte dos projetos de laboratórios independentes da Torre e Casa do Xisto que também realiza residências artísticas internacionais.

Enquanto realizador, foca-se principalmente no gênero documental, mas apostando em linguagens híbridas que misturam ficção e elementos experimentais. Atualmente está a rodar uma curta-metragem documental “Áureos” sobre Aurélio da Paz dos Reis e Aurélia de Sousa, com produção da “Foi Bonita a Festa” e apoiado pela Filmaporto e ICA.



Filmografia
2023 – Lucefece (86 min., 2023, doc). Estreia no Festival Doclisboa, vencedor de melhor filme na secção Cinema Falado (filmes de língua portuguesa) no Festival Portopostdoc, Caminhos do Cinema Português. Estreado em salas de cinema comerciais em 2025. Em exibição no canal TVCine em 2025.

2022 – Maçãs Azuis (85 min, 2022, doc) – Estreia no Festival Doclisboa, Portopostdoc, Caminhos do Cinema Português e MDoc – Festival Internacional de Melgaço. Exibido na RTP2 em 2023 e 2024.

2016 - Mãos Cortadas (18min, 2016, doc) - Festival Internacional de Martil, Marrocos; Prémio do Júri

2011 - Mazagão, a água que volta (54min. 2011, doc) - com o apoio do ICA/ RTP - Festival Internacional de Documentário Panazorean, Festival Caminhos do Cinema Português em Coimbra, e foi exibido na RTP2 em 2016;

2008 - Busca da Sacralidade (8min, 2008, super8, doc) – Festival des Cinémas Différents de Paris, e
TIFF no Colorado, EUA;

2003 - Os Pés e o Espírito (8min, 2003, super8, doc) - estreado no Cine Teatro
Campo Alegre no Porto – Festival TIFF no Colorado, EUA.
2003 - Touro Branco (13min. 2008, super8, doc);

2002 - Abluere Tenebras (8min. 2008, super8, doc) –Festival de Cinema de Arouca em 2003

2001 - Soajo (15min.doc) - Festival Odisseia das Imagens inserido no Porto 2001 Capital Europeia da Cultura



Áureos, documentário, em produção