Isadora Neves Marques, 2022
Instalação de três canais video, loop de 75’, som stereo e 7.1. surround. Estreia Pavilhão de Portugal – Representação Oficial Portuguesa na 59ª Biennale di Venezia, 2022.
“No espaço é sempre noite...”
Instalação de três canais video, loop de 75’, som stereo e 7.1. surround. Estreia Pavilhão de Portugal – Representação Oficial Portuguesa na 59ª Biennale di Venezia, 2022.
“No espaço é sempre noite...”
SINOPSE
Vampires in Space por Isadora Neves Marques é uma instalação cinematográfica de três canais vídeo, obra central do Pavilhão de Portugal – Representação Oficial Portuguesa na 59ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia em 2022, com curadoria de João Mourão e Luís Silva. Exibido originalmente no prestigioso Palazzo Franchetti no centro de Veneza, a instalação fílmica está programada para viajar globalmente.
Vampires in Space introduz-nos a uma nave espacial inesperada dentro da qual a existência melancólica e os dramas e as rotinas de cinco passageiros vampires se desenrola durante uma viagem de séculos até um planeta distante. Afinal, no espaço é sempre noite e, tendo a eternidade à sua disposição, os vampiros são os candidatos ideais para vagar pelas estrelas. Na sua solidão, longe dos constrangimentos e expectativas sociais, esta família de vampires recorda e reimagina as suas vidas passadas, guiando o visitante através de uma narrativa aberta sobre o papel da ficção nas nossas vidas, com uma atenção particular para experiências transgénero e não-binárias.
Vampires in Space é uma história sem princípio nem fim, na qual o que importa é a viagem e não o destino. Emma, a vampira mais jovem a bordo, sofre de amnésia, lembrando-se apenas dos cheiros e toques de amantes passados, nunca de seus nomes ou rostos, e que encontra consolo nas bandas desenhadas de sua juventude. Selena é uma pessoa de muitas vidas cujo único desejo é que esta família simplesmente sobreviva. Itá, a comandante inicial da missão, agora mal consegue encontrar forças para sair da cama, enquanto Alex está prestes a descobrir o verdadeiro significado do vampirismo. Lorna, uma mulher cis que desejava viver para sempre e que por isso se transformou em vampira pouco antes do lançamento da missão, está no comando da missão.
Isadora Pedro Neves Marques recorre à figura e expectativas associadas ao que consideramos ser um “vampiro” para abordar questões de identidade de género, famílias não nucleares, reprodução queer, bem como o papel da intimidade e da saúde mental nos dias de hoje, e até mesmo uma reflexão sobre o estado do blockbuster cinematográfico contemporâneo. A longevidade imaginada do vampiro, reforçada aqui pela distância física do planeta Terra, permite um exercício retrospectivo inspirado na própria experiência pessoal trans não-binária de Neves Marques, bem como uma crítica política de uma extensa história de controlo dos corpos, do desejo e da imaginação. Se vampiros sempre refletiram debates de épocas específicas em torno do género, desde a era vitoriana até a emancipação feminista e a crise da SIDA, como responderão hoje aos desafios e emancipações de vidas e ecologias queer?
Com direção de fotografia por Marta Simões e banda sonora original por HAUT, colaboradores regulares de Neves Marques, e ancorado em um elenco e equipa queer, Vampires in Space é uma fantasia de ficção científica queer e profundamente humana que fala aos nossos tempos conturbados.
Vampires in Space por Isadora Neves Marques é uma instalação cinematográfica de três canais vídeo, obra central do Pavilhão de Portugal – Representação Oficial Portuguesa na 59ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia em 2022, com curadoria de João Mourão e Luís Silva. Exibido originalmente no prestigioso Palazzo Franchetti no centro de Veneza, a instalação fílmica está programada para viajar globalmente.
Vampires in Space introduz-nos a uma nave espacial inesperada dentro da qual a existência melancólica e os dramas e as rotinas de cinco passageiros vampires se desenrola durante uma viagem de séculos até um planeta distante. Afinal, no espaço é sempre noite e, tendo a eternidade à sua disposição, os vampiros são os candidatos ideais para vagar pelas estrelas. Na sua solidão, longe dos constrangimentos e expectativas sociais, esta família de vampires recorda e reimagina as suas vidas passadas, guiando o visitante através de uma narrativa aberta sobre o papel da ficção nas nossas vidas, com uma atenção particular para experiências transgénero e não-binárias.
Vampires in Space é uma história sem princípio nem fim, na qual o que importa é a viagem e não o destino. Emma, a vampira mais jovem a bordo, sofre de amnésia, lembrando-se apenas dos cheiros e toques de amantes passados, nunca de seus nomes ou rostos, e que encontra consolo nas bandas desenhadas de sua juventude. Selena é uma pessoa de muitas vidas cujo único desejo é que esta família simplesmente sobreviva. Itá, a comandante inicial da missão, agora mal consegue encontrar forças para sair da cama, enquanto Alex está prestes a descobrir o verdadeiro significado do vampirismo. Lorna, uma mulher cis que desejava viver para sempre e que por isso se transformou em vampira pouco antes do lançamento da missão, está no comando da missão.
Isadora Pedro Neves Marques recorre à figura e expectativas associadas ao que consideramos ser um “vampiro” para abordar questões de identidade de género, famílias não nucleares, reprodução queer, bem como o papel da intimidade e da saúde mental nos dias de hoje, e até mesmo uma reflexão sobre o estado do blockbuster cinematográfico contemporâneo. A longevidade imaginada do vampiro, reforçada aqui pela distância física do planeta Terra, permite um exercício retrospectivo inspirado na própria experiência pessoal trans não-binária de Neves Marques, bem como uma crítica política de uma extensa história de controlo dos corpos, do desejo e da imaginação. Se vampiros sempre refletiram debates de épocas específicas em torno do género, desde a era vitoriana até a emancipação feminista e a crise da SIDA, como responderão hoje aos desafios e emancipações de vidas e ecologias queer?
Com direção de fotografia por Marta Simões e banda sonora original por HAUT, colaboradores regulares de Neves Marques, e ancorado em um elenco e equipa queer, Vampires in Space é uma fantasia de ficção científica queer e profundamente humana que fala aos nossos tempos conturbados.











CRÉDITOS
PRODUÇÃO Foi Bonita a Festa
ESCRITO E REALIZADO: Isadora Neves Marques
ELENCO: Zahy Guajajara, Joana Manuel, Puta da Silva, Jules*Elting, João Abreu
EXTRAS: Dennis Correia, João Porto
ANOTAÇÃO: Tomás Paula Marques
DIREÇÃO DE CASTING: Isadora Neves Marques, Catarina de Sousa
PRODUÇÃO EXECUTIVA E GERÊNCIA: Catarina de Sousa
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / SCOUTING: Raquel da Silva
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Marta Simões
1º ASSISTENTE DE CÂMARA: Ana Ramos, Soraia Rego
2º ASSISTENTE DE CÂMARA: Helena Marina, João Porto, Mariana Santana
FOTOGRAFIA DE CENÁRIO: José Pedro Cortes
GAFFER: Paulo Xein, Inês Alegre
BEST BOY ELECTRIC: Daniel Nicolau, Ricardo Giglio, Luís Magina
DIREÇÃO DE SOM: Pedro Balazeiro / FFFlecha
OPERADOR DE LANÇAS: Jérémy Pouivet
BANDA SONORA ORIGINAL: HAUT (com Adam Sinclaire, flauta, e Marie Gailey, mezzo-soprano)
MONTAGEM: Isadora Neves Marques
DIREÇÃO DE ARTE: Artur Pinheiro
ASSISTENTE DE ARTE: Ivo Fartura
PROPS: Susana Paixão, Maria Guiomar
DECOR: Construção JSVC2 Decor, Lda
FIGURINISTA: Inês Simões
GUARDA-ROUPA / COREOGRAFIA: Alice dos Reis
CABELO E MAQUILHAGEM: Pedro Ferreira
COSTUREIRA: Carmo Boucinha
ESTÚDIO DE PÓS-PRODUÇÃO: Walla Collective
COLORISTA: Andreia Bertini
DESIGN E MIXAGEM DE SOM: Tiago Matos, António Pires
EFEITOS VISUAIS: Pedro Prata
ESTÚDIO DE CINEMA: Grupo Nova Imagem
EQUIPAMENTO DE CINEMA: Planar Gestão EQUIPAMENTOS CINEMATOGRÁFICOS: LDA, Showreel Audiovisuais
CONTABILIDADE: ACR Contabilidade e Consultoria, Amadeu Dores
CONTROLO FINANCEIRO: Linha Alves
PRODUÇÃO Foi Bonita a Festa
ESCRITO E REALIZADO: Isadora Neves Marques
ELENCO: Zahy Guajajara, Joana Manuel, Puta da Silva, Jules*Elting, João Abreu
EXTRAS: Dennis Correia, João Porto
ANOTAÇÃO: Tomás Paula Marques
DIREÇÃO DE CASTING: Isadora Neves Marques, Catarina de Sousa
PRODUÇÃO EXECUTIVA E GERÊNCIA: Catarina de Sousa
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO / SCOUTING: Raquel da Silva
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Marta Simões
1º ASSISTENTE DE CÂMARA: Ana Ramos, Soraia Rego
2º ASSISTENTE DE CÂMARA: Helena Marina, João Porto, Mariana Santana
FOTOGRAFIA DE CENÁRIO: José Pedro Cortes
GAFFER: Paulo Xein, Inês Alegre
BEST BOY ELECTRIC: Daniel Nicolau, Ricardo Giglio, Luís Magina
DIREÇÃO DE SOM: Pedro Balazeiro / FFFlecha
OPERADOR DE LANÇAS: Jérémy Pouivet
BANDA SONORA ORIGINAL: HAUT (com Adam Sinclaire, flauta, e Marie Gailey, mezzo-soprano)
MONTAGEM: Isadora Neves Marques
DIREÇÃO DE ARTE: Artur Pinheiro
ASSISTENTE DE ARTE: Ivo Fartura
PROPS: Susana Paixão, Maria Guiomar
DECOR: Construção JSVC2 Decor, Lda
FIGURINISTA: Inês Simões
GUARDA-ROUPA / COREOGRAFIA: Alice dos Reis
CABELO E MAQUILHAGEM: Pedro Ferreira
COSTUREIRA: Carmo Boucinha
ESTÚDIO DE PÓS-PRODUÇÃO: Walla Collective
COLORISTA: Andreia Bertini
DESIGN E MIXAGEM DE SOM: Tiago Matos, António Pires
EFEITOS VISUAIS: Pedro Prata
ESTÚDIO DE CINEMA: Grupo Nova Imagem
EQUIPAMENTO DE CINEMA: Planar Gestão EQUIPAMENTOS CINEMATOGRÁFICOS: LDA, Showreel Audiovisuais
CONTABILIDADE: ACR Contabilidade e Consultoria, Amadeu Dores
CONTROLO FINANCEIRO: Linha Alves